terça-feira, 12 de abril de 2011

Hamelin de 1284

Ó querida Hamelin
Hamelin que um dia foi cheia de ratos e crianças
Ó querida Hamelin
Hamelin que me prometeu moedas para se ver livre das pestes
Ó querida Hamelin
Hamelin pela qual toquei a linda canção de morte aos ratos
Ó querida Hamelin
Estou indo buscar as moedas por cada cabeça de rato que espantei
Ó falsa e mesquinha Hamelin
Porque não me pagaste o valor combinado?
Ó falsa e mesquinha Hamelin
Só o ato de ir a igreja não os livrará da consequência de seus maus atos
Ó falsa e mesquinha Hamelin
Tocarei mais uma canção dedicada a você
Ó falsa e mesquinha Hamelin
Deixarei um presente do nível da minha recompensa por meu serviço prestativo.
Hamelin te deixo uma grande lembrança do mês de  julho
Cidade com opulentos habitantes,repletos celeiros,bem cheias dispensas,
protegida por sólidas muralhas
Cidade que foi coberta por um manto de silêncio e tristeza por conseguência de falhas
Hamelin de 1284
Hamelin com menos 130 crianças
Hamelin que não pagou nada e está livre de ratos.

Texto baseado no conto do flautista de Hamelin.
Obs: leiam o comentário que postei também, ele fala sobre o conto.

Um comentário:

  1. contarei um pouco sobre o conto para vocês.
    Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos" dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos - uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser.
    Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita e recusado-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes e repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.
    E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

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